A trajetória da automação revela muito mais do que avanços tecnológicos. Ela
mostra como empresas se reinventaram para manter competitividade em cenários de
constante transformação. Da automação fixa da Revolução Industrial, marcada
pela repetição e escala, até a automação programável, que trouxe flexibilidade
com os CLPs, cada etapa representou uma resposta às demandas de produtividade e
eficiência.
Com a automação flexível,
robôs industriais ampliaram a capacidade de adaptação, enquanto a automação
integrada conectou chão de fábrica e sistemas de gestão, criando fluxos
contínuos e inteligentes. O movimento seguinte foi a automação colaborativa, em
que humanos e máquinas passaram a dividir tarefas em sinergia. A automação
guiada reforçou a supervisão em processos críticos e a automação autônoma
elevou o patamar ao permitir decisões independentes baseadas em dados.
Esse percurso consolidou a
Indústria 4.0, caracterizada pela digitalização, pela integração de IoT, Big
Data e inteligência artificial. Até então, o foco esteve em eficiência,
conectividade e autonomia. No entanto, líderes já enxergam o próximo passo: a Indústria
5.0. Ela não substitui a 4.0, mas a expande, recolocando o ser humano no centro
da inovação. Nesse contexto, o futuro da automação não é apenas sobre máquinas
mais avançadas, mas sobre como elas ampliam a criatividade, a sustentabilidade
e o propósito.
Executivos e gestores que
compreendem essa transição percebem que a vantagem competitiva não está apenas
em adotar tecnologias de forma aleatória, mas sim em criar ecossistemas onde
pessoas e sistemas inteligentes trabalham juntos. A Indústria 5.0 é mais sobre
valor compartilhado, personalização e responsabilidade ambiental. É mais sobre
transformar eficiência em impacto humano, estratégico e entrega de valor para o
cliente (mercado).
