O que realmente precisa ser
gerenciado para o sucesso dos projetos?
Quando falamos em sucesso na gestão de projetos, é comum restringir a análise a prazo, custo e escopo. No entanto, o PMBOK 8 amplia essa visão ao propor uma abordagem mais sistêmica, na qual o desempenho do projeto depende do equilíbrio entre diferentes domínios interconectados. É nessa integração que a gestão de projetos passa a gerar valor real.
Nesse sentido, a governança
estabelece as bases ao definir estruturas, papéis e processos que orientam
decisões. Quando bem dimensionada, promove alinhamento estratégico e fluidez.
Quando excessiva ou frágil, tende a gerar burocracia ou desalinhamento organizacional.
A partir daí, o escopo ganha
relevância ao definir todo o trabalho necessário e apenas o necessário. Essa
clareza se conecta diretamente ao cronograma, que transforma objetivos em
planos executáveis, oferecendo previsibilidade e suporte à tomada de decisão
mesmo em ambientes incertos.
Em paralelo, as finanças
sustentam o equilíbrio entre escopo e prazo, permitindo o uso consciente dos
recursos e o monitoramento da saúde do projeto. Esse controle se fortalece
quando há engajamento efetivo dos stakeholders, cujas expectativas e influências
evoluem ao longo do ciclo do projeto.
Por fim, a gestão eficiente
dos recursos e dos riscos consolida a capacidade de adaptação. Pessoas,
ferramentas e informações bem geridas, aliadas à antecipação de ameaças e
oportunidades, tornam o projeto mais resiliente e preparado para a
complexidade.
Em síntese, o PMBOK 8 reforça
que sucesso em projetos não é resultado de controle isolado, mas da gestão
integrada dos domínios de desempenho, orientada à entrega de valor sustentável.
