terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O que o Caso Endrick tem a ver com a Excelência Operacional?

 


O que o caso Endrick tem a ver com a excelência operacional? A resposta está na forma como o talento humano é aproveitado. Endrick foi pouco utilizado no Real Madrid mesmo demonstrando enorme potencial e isso representa um desperdício de capacidade. Na lógica da excelência operacional, que busca eficiência e resultados consistentes, deixar de usar plenamente um recurso tão valioso significa comprometer o desempenho do sistema como um todo.

Assim como no futebol, onde o jogador precisa de espaço para mostrar sua genialidade, nas organizações os colaboradores precisam de oportunidades para aplicar suas ideias e propor melhorias. A excelência operacional depende diretamente da valorização do capital humano, pois são as pessoas que identificam falhas, sugerem soluções e impulsionam a inovação. Quando a gestão não reconhece esse papel, a organização perde competitividade e enfraquece sua cultura de melhoria contínua.

Uma prática que exemplifica essa valorização é a realização de eventos Kaizen. Nessas iniciativas, profissionais de diferentes áreas e níveis hierárquicos se reúnem para analisar processos, propor soluções e implementar melhorias de forma colaborativa. Esse engajamento mostra que a excelência operacional não se alcança apenas com tecnologia ou recursos, mas com a participação ativa das pessoas que conhecem a realidade do trabalho e podem transformar desperdício em inovação.

O paralelo entre Endrick e a excelência operacional revela um erro comum da gestão que é subestimar o valor das pessoas. No esporte isso se traduz em minutos desperdiçados de um jogador promissor. Nas empresas isso aparece em processos engessados que não permitem que o colaborador contribua com soluções criativas. Em ambos os casos o resultado é a perda de vantagem competitiva e a quebra de confiança.

Refletir sobre Endrick e a excelência operacional nos leva a uma conclusão clara. O verdadeiro diferencial está em reconhecer e estimular o potencial humano. Ignorar esse princípio é desperdiçar o que há de mais valioso em qualquer organização.