O que o caso Endrick tem a ver com a excelência operacional? A resposta está na forma como o talento humano é aproveitado. Endrick foi pouco utilizado no Real Madrid mesmo demonstrando enorme potencial e isso representa um desperdício de capacidade. Na lógica da excelência operacional, que busca eficiência e resultados consistentes, deixar de usar plenamente um recurso tão valioso significa comprometer o desempenho do sistema como um todo.
Assim como no futebol, onde o
jogador precisa de espaço para mostrar sua genialidade, nas organizações os
colaboradores precisam de oportunidades para aplicar suas ideias e propor
melhorias. A excelência operacional depende diretamente da valorização do capital
humano, pois são as pessoas que identificam falhas, sugerem soluções e
impulsionam a inovação. Quando a gestão não reconhece esse papel, a organização
perde competitividade e enfraquece sua cultura de melhoria contínua.
Uma prática que exemplifica
essa valorização é a realização de eventos Kaizen. Nessas iniciativas,
profissionais de diferentes áreas e níveis hierárquicos se reúnem para analisar
processos, propor soluções e implementar melhorias de forma colaborativa. Esse
engajamento mostra que a excelência operacional não se alcança apenas com
tecnologia ou recursos, mas com a participação ativa das pessoas que conhecem a
realidade do trabalho e podem transformar desperdício em inovação.
O paralelo entre Endrick e a
excelência operacional revela um erro comum da gestão que é subestimar o valor
das pessoas. No esporte isso se traduz em minutos desperdiçados de um jogador
promissor. Nas empresas isso aparece em processos engessados que não permitem
que o colaborador contribua com soluções criativas. Em ambos os casos o
resultado é a perda de vantagem competitiva e a quebra de confiança.
Refletir sobre Endrick e a
excelência operacional nos leva a uma conclusão clara. O verdadeiro diferencial
está em reconhecer e estimular o potencial humano. Ignorar esse princípio é
desperdiçar o que há de mais valioso em qualquer organização.
